Ferida pós-cirúrgica em cão: abordagem integrativa com fotobiomodulação, ozonioterapia e magnetoterapia
- Indna Ribeiro Simeão Zenerato

- há 3 dias
- 2 min de leitura

Relato de caso clínico
Lesões cutâneas e feridas associadas a procedimentos ortopédicos podem representar um desafio importante na rotina veterinária, especialmente quando há comprometimento tecidual, dor e prejuízo da mobilidade. Nesse contexto, a associação de terapias integrativas pode atuar como suporte à recuperação, contribuindo para o processo de cicatrização e para a reabilitação funcional do paciente.
Um exemplo é o caso de uma cadela, 4 anos, sem raça definida (SRD), com histórico de fratura ortopédica encaminhada para avaliação especializada em traumatologia. Inicialmente, não foi possível realizar a redução da fratura, sendo adotado tratamento conservador com imobilização externa. Entretanto, a paciente permaneceu por mais de 10 dias sem a troca da bandagem e sem o acompanhamento recomendado, levando ao desenvolvimento de áreas de necrose tecidual na região afetada.
Posteriormente, foi realizada a estabilização da fratura por meio de osteossíntese com placa e pinos. Após a cirurgia e a estabilização do quadro ortopédico, a paciente foi encaminhada à Dra. Francis Cristina Zaghini Santos para início de um protocolo de reabilitação integrativa, com objetivos de recuperação funcional, controle da dor, melhora da mobilidade e suporte à cicatrização dos tecidos.
Um protocolo integrativo para recuperação tecidual
O tratamento descrito no caso associou diferentes recursos terapêuticos: fotobiomodulação, aplicação tópica de óleo de girassol ozonizado e magnetoterapia. A proposta foi integrar modalidades com diferentes mecanismos de ação dentro do processo de recuperação do paciente.
Na fotobiomodulação, foram utilizados LED azul e verde por 60 segundos. Também foi realizada aplicação de laser vermelho e infravermelho, com dose de 6 J por ponto até a terceira sessão, posteriormente reduzida para 4 J por ponto.
O protocolo também contou com óleo de girassol ozonizado aplicado topicamente, como parte da abordagem integrativa empregada no tratamento da ferida.
Outro recurso utilizado foi a magnetoterapia, aplicada com parâmetro de 30 gauss durante 20 minutos.

Evolução clínica e recuperação
A associação dos recursos terapêuticos apresentou uma evolução clínica bastante positiva. Segundo o relato do caso, a combinação de fotobiomodulação, óleo de girassol ozonizado e magnetoterapia proporcionou uma resposta clínica excepcional, com cicatrização completa da ferida e retorno da paciente à sua deambulação habitual.
O caso demonstra a importância de uma abordagem que não se limite apenas à estabilização ortopédica. Em pacientes que apresentam comprometimento de tecidos após imobilizações prolongadas e procedimentos cirúrgicos, o acompanhamento da ferida e a reabilitação são etapas fundamentais para favorecer a recuperação global.
A importância do acompanhamento veterinário
Além da escolha dos recursos terapêuticos, o caso reforça a importância do monitoramento contínuo das feridas e da realização das trocas de curativos dentro dos períodos recomendados. A ausência de acompanhamento durante a imobilização esteve associada ao desenvolvimento das áreas de necrose observadas na paciente.
A condução do caso pela Dra. Francis Cristina Zaghini Santos destaca a utilização de uma estratégia de reabilitação integrativa após a estabilização cirúrgica da fratura, combinando diferentes modalidades terapêuticas de acordo com a evolução apresentada.
Conclusão
O caso da cadela SRD de 4 anos evidencia o potencial de uma abordagem integrativa no acompanhamento de pacientes com feridas pós-cirúrgicas e alterações decorrentes de processos ortopédicos. A associação entre fotobiomodulação, óleo de girassol ozonizado e magnetoterapia, dentro do protocolo descrito pela Dra. Francis Cristina Zaghini Santos, esteve relacionada à cicatrização completa da ferida e ao retorno da deambulação habitual.
Responsável pelo caso: Dra. Francis Cristina Zaghini Santos.




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