A ozonioterapia pode auxiliar no tratamento das doenças neurológicas em cães e gatos?
- Indna Ribeiro Simeão Zenerato

- há 1 hora
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As doenças neurológicas em cães e gatos podem comprometer a mobilidade, a sensibilidade, a coordenação e a qualidade de vida. Em condições como doença do disco intervertebral, lesões medulares, neuropatias periféricas e processos inflamatórios, a ozonioterapia vem sendo estudada como recurso complementar dentro de uma abordagem integrativa.
Mas como o ozônio pode atuar nesses pacientes? Quando utilizado em concentrações e protocolos adequados, o ozônio promove uma resposta oxidativa controlada, capaz de estimular mecanismos naturais de defesa antioxidante do organismo. Entre eles está a ativação da via Nrf2, relacionada ao aumento da atividade de sistemas como glutationa, superóxido dismutase e catalase.
Outro efeito de interesse é a modulação da inflamação e da microcirculação. Esses mecanismos podem contribuir para um ambiente metabólico mais favorável aos tecidos, especialmente em situações nas quais inflamação, alterações circulatórias e estresse oxidativo estão envolvidos. A ozonioterapia também pode auxiliar no controle da dor, inclusive quando existe componente inflamatório ou neuropático.
Na neurologia veterinária, a técnica pode ser utilizada de forma complementar em protocolos para pacientes com alterações neurológicas, sempre considerando a causa e a gravidade da doença. Pode ser associada a recursos como fisioterapia, fotobiomodulação, laseracupuntura e tratamento farmacológico, quando indicado.
É importante destacar que a ozonioterapia não substitui o diagnóstico neurológico, medicamentos ou procedimentos cirúrgicos quando necessários. Além disso, embora existam evidências sobre seus efeitos biológicos e terapêuticos, ainda são necessários mais estudos clínicos específicos em cães e gatos para determinar os melhores protocolos para cada enfermidade.
Assim, a ozonioterapia apresenta potencial como ferramenta integrativa na neurologia veterinária, principalmente por seus possíveis efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, circulatórios e moduladores da dor. Quando utilizada de forma individualizada e associada ao tratamento convencional, pode contribuir para uma abordagem mais ampla do paciente neurológico.
Referências bibliográficas
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