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Quais os efeitos da Névoa Ozonizada?É seguro? Quais benefícios na medicina veterinária?

A ozonioterapia tem conquistado cada vez mais espaço na medicina veterinária devido às suas diversas aplicações clínicas. Entre as formas mais modernas de utilização está a névoa ozonizada, tecnologia que permite a aplicação tópica do ozônio em uma fina névoa, promovendo contato uniforme com tecidos e lesões. No entanto, uma das dúvidas mais frequentes entre médicos-veterinários é: a névoa ozonizada é segura para o paciente e para o profissional?

Neste artigo, reunimos informações baseadas em evidências científicas sobre os efeitos e a segurança da exposição ao ozônio durante esse tipo de terapia.

O que é a névoa ozonizada?

A névoa ozonizada consiste na dispersão de microgotículas enriquecidas com ozônio, formando uma névoa que entra em contato com a superfície da pele, feridas ou mucosas. Diferentemente da insuflação de gás ozônio, a maior parte do ozônio encontra-se dissolvida nas microgotículas, reduzindo significativamente sua dispersão no ambiente.

Essa característica permite uma aplicação mais homogênea, favorecendo o tratamento de:

  • Feridas agudas e crônicas;

  • Dermatites;

  • Lesões contaminadas;

  • Queimaduras;

  • Afecções podais;

  • Cuidados pós-operatórios;

  • Desinfecção superficial de tecidos.

Além da praticidade, a névoa proporciona maior cobertura em regiões irregulares ou de difícil acesso.

Como o ozônio atua nos tecidos?

O ozônio (O₃) é uma molécula altamente reativa. Quando entra em contato com líquidos biológicos, reage rapidamente formando espécies reativas de oxigênio (ROS) e produtos da oxidação lipídica (LOPs), que funcionam como mensageiros celulares.

Esses mediadores promovem diversos efeitos biológicos, entre eles:

  • modulação da resposta inflamatória;

  • estímulo da circulação local;

  • aumento da oxigenação tecidual;

  • ativação de mecanismos antioxidantes;

  • ação antimicrobiana contra bactérias, fungos e diversos vírus;

  • estímulo ao processo de cicatrização.

Esses efeitos já foram descritos em revisões científicas publicadas por autores como Bocci, Elvis & Ekta e na Declaração de Madri sobre Ozonioterapia, documento amplamente utilizado como referência internacional.

A névoa ozonizada é segura?

Essa é uma pergunta importante.

O ozônio inalado em concentrações elevadas pode causar irritação das vias respiratórias. Por esse motivo, aplicações utilizando gás ozônio exigem cuidados específicos para evitar exposição ocupacional.

Entretanto, a tecnologia da névoa ozonizada apresenta uma dinâmica diferente.

Como o ozônio permanece dissolvido nas microgotículas durante a aplicação, há uma redução importante da quantidade de gás livre disperso no ambiente quando comparada às aplicações abertas de ozônio gasoso.

Além disso, equipamentos desenvolvidos especificamente para essa finalidade utilizam:

  • controle preciso da concentração de ozônio;

  • tempo de aplicação programado;

  • produção contínua e controlada da névoa;

  • sistemas que minimizam desperdícios.

Na prática clínica, quando utilizados conforme as recomendações do fabricante e em ambientes adequadamente ventilados, os níveis de exposição tendem a permanecer muito inferiores aos observados em aplicações abertas de gás.

O que dizem as normas de segurança?

Diversos órgãos internacionais estabeleceram limites de exposição ocupacional ao ozônio.

Entre eles:

  • OSHA (Occupational Safety and Health Administration): limite de 0,1 ppm para jornadas de até 8 horas.

  • NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health): recomenda manter concentrações abaixo de 0,1 ppm durante a exposição ocupacional.

  • ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists) também estabelece limites semelhantes dependendo da carga de trabalho.

Esses valores reforçam a importância de utilizar equipamentos desenvolvidos para uso clínico, com geração controlada de ozônio, evitando improvisações ou sistemas industriais adaptados.

A névoa representa risco ao paciente?

Quando aplicada corretamente, a resposta é não.

Na medicina veterinária, o ozônio já é utilizado há décadas em diversas vias de administração com excelente perfil de segurança quando respeitados:

  • concentração adequada;

  • tempo de aplicação;

  • indicação clínica;

  • protocolos corretos.

A névoa ozonizada atua superficialmente, sendo especialmente interessante para lesões cutâneas, onde o ozônio reage rapidamente com os fluidos presentes na pele, exercendo sua ação local sem permanecer ativo por longos períodos.

Benefícios observados na prática clínica

Embora os resultados variem conforme a doença tratada, diversos estudos relatam benefícios como:

  • redução da carga microbiana;

  • diminuição do odor em feridas contaminadas;

  • aceleração da formação de tecido de granulação;

  • redução do processo inflamatório;

  • melhora da cicatrização;

  • auxílio no controle de infecções superficiais.

Esses efeitos tornam a técnica uma importante ferramenta complementar em protocolos de medicina integrativa.

O diferencial da tecnologia ECCOVET

A tecnologia de névoa ozonizada desenvolvida pela ECCOVET foi projetada para oferecer praticidade e segurança durante o atendimento clínico.

Entre seus diferenciais destacam-se:

  • produção controlada da névoa ozonizada;

  • aplicação uniforme sobre toda a área tratada;

  • dispensa o uso de cilindros de oxigênio, reduzindo custos operacionais e dependência logística;

  • equipamento portátil e de fácil utilização;

  • possibilidade de incorporar a terapia à rotina clínica de forma rápida e prática.

Além disso, a ausência da necessidade de cilindros facilita o transporte e amplia a disponibilidade da terapia em diferentes ambientes de atendimento.

Conclusão

A névoa ozonizada representa uma evolução importante na aplicação tópica da ozonioterapia veterinária. Ao combinar a ação biológica do ozônio com um sistema de dispersão em microgotículas, a tecnologia proporciona aplicações mais homogêneas, práticas e com menor potencial de exposição ambiental quando comparada ao uso aberto do gás ozônio.

As evidências científicas demonstram que, quando utilizada dentro dos protocolos estabelecidos e com equipamentos desenvolvidos para uso clínico, a técnica apresenta um excelente perfil de segurança, tanto para os pacientes quanto para os profissionais.

Com o crescimento da medicina veterinária integrativa, tecnologias como a névoa ozonizada ampliam as possibilidades terapêuticas, oferecendo suporte à cicatrização, ao controle microbiológico e à recuperação tecidual de forma segura e eficiente.

Referências

  • Bocci, V. Ozone: A New Medical Drug. Springer.

  • Bocci, V., Zanardi, I., & Travagli, V. Ozone acting on human blood yields a hormetic dose-response relationship. Journal of Translational Medicine.

  • Elvis, A. M., & Ekta, J. Ozone therapy: A clinical review. Journal of Natural Science, Biology and Medicine, 2011.

  • ISCO3 – International Scientific Committee of Ozone Therapy. Madrid Declaration on Ozone Therapy (última atualização).

  • Occupational Safety and Health Administration (OSHA). Occupational exposure limits for ozone.

  • National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH). Pocket Guide to Chemical Hazards – Ozone.

  • American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH). Threshold Limit Values for Chemical Substances.

 
 
 

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