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Como a ozonioterapia pode auxiliar nas doenças neurológicas em cães e gatos?

16 de set.
2 min de leitura


As doenças neurológicas em cães e gatos podem causar dor, alterações de movimento, perda de força, dificuldade de coordenação e redução da qualidade de vida. Nesse contexto, terapias integrativas, como a ozonioterapia, podem ser utilizadas como recurso complementar ao tratamento convencional.

O ozônio medicinal apresenta propriedades moduladoras do estresse oxidativo, anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Quando utilizado em protocolos adequados, pode estimular respostas biológicas que contribuem para o equilíbrio do organismo e para a recuperação dos tecidos.

No sistema nervoso, um dos principais mecanismos estudados está relacionado à modulação do estresse oxidativo. O ozônio, em concentrações terapêuticas, promove uma exposição oxidativa controlada, capaz de estimular sistemas antioxidantes endógenos, como a glutationa, a superóxido dismutase e a catalase. Esse processo pode favorecer a capacidade do organismo de lidar com o excesso de espécies reativas de oxigênio.

Outro possível efeito é a modulação da inflamação. A inflamação excessiva pode participar da evolução de diversas condições neurológicas, contribuindo para alterações celulares e funcionais. A ozonioterapia pode atuar sobre mediadores inflamatórios e auxiliar na recuperação do equilíbrio metabólico.

A terapia também é estudada por seus efeitos sobre a microcirculação e oxigenação tecidual. Uma melhor oferta e utilização de oxigênio pode ser importante para tecidos com elevada demanda metabólica, como o sistema nervoso.

Na prática veterinária, a ozonioterapia pode ser considerada como terapia complementar em situações como doenças degenerativas da coluna, neuropatias, processos inflamatórios, alterações neuromusculares e recuperação de pacientes após lesões neurológicas, sempre de acordo com a avaliação clínica e o diagnóstico do paciente.

É importante destacar que a ozonioterapia não substitui o tratamento convencional. Seu objetivo é atuar de forma complementar, podendo ser associada a medicamentos, fisioterapia, fotobiomodulação, acupuntura e outras estratégias de reabilitação, conforme a necessidade de cada paciente.

Em resumo

A ozonioterapia pode contribuir no suporte ao paciente neurológico por meio de:

  • Modulação do estresse oxidativo;

  • Ação imunomoduladora e anti-inflamatória;

  • Estímulo das defesas antioxidantes endógenas;

  • Apoio à microcirculação e ao metabolismo tecidual;

  • Suporte aos processos de recuperação e reabilitação.


Referências

BOCCI, V. et al. The ozone paradox: ozone is a strong oxidant as well as a medical drug. Medical Research Reviews, v. 29, n. 4, p. 646–682, 2009.

BOCCI, V. Ozone as Janus: this controversial gas can be either toxic or medically useful. Mediators of Inflammation, v. 2004, p. 1–3, 2004.

BOCCI, V.; ZANARDI, I.; TRAVAGLI, V. Ozone acting on human blood yields a hormetic dose-response relationship. Journal of Translational Medicine, v. 9, p. 66, 2011.

SMITH, N. L. et al. Ozone therapy: an overview of pharmacodynamics, current research, and clinical utility. Medical Gas Research, v. 7, n. 3, p. 212–219, 2017.

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