top of page

Névoa Ozonizada: Como evitar 4 erros que comprometem a eficácia?

A névoa ozonizada é uma ferramenta consolidada e altamente eficiente para a sanitização de ambientes e superfícies, graças ao elevado poder oxidante do ozônio (O₃), capaz de inativar bactérias, fungos e vírus de forma rápida e sustentável.


Fig.1. Infográfico erros comuns que comprometem o uso da névoa ozonizada. 2026.


Para que essa eficiência seja plenamente alcançada, é indispensável compreender que o desempenho do ozônio está diretamente relacionado às condições técnicas de preparo e aplicação. Pequenos desvios nesses parâmetros podem comprometer a estabilidade do ozônio e reduzir sua ação sanitizante.

Este artigo tem como objetivo identificar os principais erros que comprometem o tratamento com a névoa ozonizada e, sobretudo, orientar como evitá-los, garantindo máxima eficácia, segurança e previsibilidade no uso da tecnologia.

 

Como o ozônio atua: princípios que não podem ser ignorados

 

O ozônio é um dos agentes oxidantes mais potentes disponíveis para uso sanitizante. Sua ação ocorre por meio da oxidação de componentes essenciais dos microrganismos, como membranas celulares, proteínas e ácidos nucleicos, levando à inativação rápida de bactérias, fungos e vírus.

No entanto, trata-se de uma molécula altamente instável, com meia-vida curta, cuja eficácia depende diretamente de fatores como qualidade da água, temperatura, presença de metais e carga orgânica do ambiente. O descontrole de qualquer um desses fatores compromete o desempenho do processo.

 

PRINCIPAIS ERROS TÉCNICOS NO USO DA NÉVOA OZONIZADA


PRIMEIRO ERRO


Uso de água inadequada

A utilização de água de torneira sem tratamento adequado é um dos principais fatores que comprometem a eficiência da névoa ozonizada. A água de abastecimento público contém cloro, cloraminas, metais dissolvidos e matéria orgânica residual, substâncias que reagem rapidamente com o ozônio.

Essa reação consome o ozônio antes que ele possa exercer sua ação sanitizante, reduzindo drasticamente a concentração efetiva de O₃ na névoa.

 

Como evitar:


 Recomenda-se o uso de água previamente tratada, como:

  • Água filtrada por carvão ativado

  • Água desclorada

  • Água deionizada

  • Água obtida por osmose reversa

  • Padrão ouro: água bidestilada

 

SEGUNDO ERRO


Temperatura da água: um detalhe crítico para a estabilidade do ozônio

A temperatura da água exerce influência direta sobre a solubilidade e a estabilidade do ozônio. Em temperaturas elevadas, o O₃ se decompõe rapidamente em oxigênio, reduzindo seu potencial oxidante.

A faixa ideal para a preparação da água ozonizada situa-se entre 4 e 10 °C, intervalo no qual o ozônio apresenta maior estabilidade e tempo de ação.


Como evitar:

Resfriar a água antes do processo de ozonização é uma medida simples, segura e altamente eficaz para otimizar os resultados.

 

TERCEIRO ERRO

Presença de metais: um catalisador da perda de eficiência

Metais como ferro, cobre e manganês atuam como catalisadores da decomposição do ozônio, reduzindo significativamente sua meia-vida. Além disso, tubulações metálicas antigas podem liberar íons metálicos para a água, comprometendo a estabilidade da névoa ozonizada.


Como evitar:

  • Utilizar água adequadamente tratada

  • Empregar materiais compatíveis com o ozônio, como plásticos técnicos e aço inoxidável apropriado

 

QUARTO ERRO


Ausência de limpeza prévia: quando o ozônio é usado fora do seu propósito

A névoa ozonizada não deve ser encarada como substituta da limpeza convencional. A presença de sujidade e matéria orgânica consome rapidamente o poder oxidante do ozônio, reduzindo sua ação contra microrganismos.


Como evitar:

 A limpeza prévia das feridas deve sempre preceder a aplicação da névoa ozonizada, garantindo que o ozônio atue exclusivamente na desinfecção.


Aplicação correta da névoa ozonizada na rotina veterinária


Na prática veterinária, a eficiência da névoa ozonizada está diretamente relacionada ao controle rigoroso dos parâmetros técnicos. Quando corretamente aplicada, essa tecnologia oferece benefícios claros:

  • Alta eficiência sanitizante

  • Segurança para profissionais e animais

  • Redução do uso de agentes químicos agressivos

  • Alinhamento com práticas sustentáveis de biossegurança

 

Eficiência da névoa ozonizada depende de controle técnico.

A eficácia da névoa ozonizada está condicionada a cuidados técnicos simples, porém essenciais. O uso de água adequada, o controle da temperatura, a ausência de metais, a utilização imediata após a geração e a correta preparação das superfícies são fatores determinantes para o sucesso do processo.

Quando esses princípios são respeitados, a névoa ozonizada revela todo o seu potencial como uma ferramenta segura, eficiente e sustentável de sanitização em ambientes veterinários.

Autoria:

M.V. Liangrid Nunes. B. Rodrigues

CRMV-SP 61.681

Graduada Medicina Veterinária no Centro Universitário de Jaguariúna (Unifaj); Voluntária no Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares (NEPI) da Unifaj em 2020. Bolsista na Clínica de Pequenos Animais no Hospital Veterinário Unieduk, de Jaguariúna 2020-2022. Aprimoramento em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais pelo Hospital Escola Veterinário de Americana (FAM) (2023 -2024). Ozonioterapeuta veterinária pelo instituto Bioethcus (2025). Assistente de pesquisa e desenvolvimento na Eccovet com foco em Biofotônica e Fotobiomodulação.

 
 
 

Comentários


bottom of page