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O que um caso de esporotricose refratária em felino pode revelar sobre o papel das terapias adjuvantes, incluindo a laserterapia?

Atualizado: 12 de jun.


 

Gato com esporotricose refratária

A esporotricose é uma micose de grande importância na clínica felina e na saúde pública devido ao seu potencial zoonótico. O itraconazol permanece como o tratamento de escolha para a doença, associado a estratégias complementares que podem contribuir para a recuperação clínica dos pacientes. Nesse contexto, a fotobiomodulação tem chamado atenção pelo potencial de favorecer e acelerar o processo de cicatrização das lesões cutâneas associadas à esporotricose. Além de ser considerada uma terapia segura, trata-se de uma abordagem que não apresenta risco de indução à resistência microbiana, ampliando seu interesse como ferramenta adjuvante no manejo desses pacientes.¹


Foi o caso de um gato macho, castrado, de cinco anos e 5 kg, diagnosticado com esporotricose cutânea por citologia. Após mais de cinco meses de tratamento com itraconazol, o paciente ainda apresentava lesões crônicas, principalmente na região facial, sem evolução cicatricial satisfatória.²

 

Diante da falta de resposta, o protocolo foi ajustado com a manutenção do itraconazol, associação de iodeto de potássio (5 mg/kg, uma vez ao dia) e inclusão da fotobiomodulação como terapia adjuvante.² O protocolo de laserterapia foi realizado semanalmente por dois meses, totalizando oito sessões.²

 

A fotobiomodulação atua pela deposição de energia nas células, estimulando mecanismos fisiológicos como a quimiotaxia celular. Com isso, pode modular a inflamação, favorecer a angiogênese e estimular a reparação tecidual, auxiliando a cicatrização, embora não tenha ação direta contra o fungo.

Gato com esporotricose refratária curada

 

Após cerca de dois meses da nova abordagem, houve regressão das lesões e resolução clínica completa do quadro.² Como se trata de um relato de caso, não é possível determinar a contribuição individual de cada terapia. Ainda assim, o caso destaca o potencial das terapias adjuvantes no manejo de pacientes com esporotricose refratária ao tratamento convencional.


Referência

 

  1. WINKLER, C. J.; MILLER, L. A. (Ed.). Laser Therapy in Veterinary Medicine: Photobiomodulation. 2. ed. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2025.

  2. Chagas CB. Esporotricose cutânea refratária em felino com resposta a terapia adjuvante com laser. Relato de caso clínico. Eccovet.

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